Uma vez me perguntaram: “Você tem medo do que futuro lhe reserva?”. Admito que por um segundo não sabia o que dizer, mas logo respondi : “Não tenho medo do que ele me reserva, tenho medo das minhas escolhas e de algumas atitudes, porque o meu destino vai depender disso, de uma escolha certa ou de uma atitude errada. Você tem que temer o hoje, porque o que você faz agora te trará as consequências de amanhã.
O que mais me irrita é que você nunca fez esforço nenhum pra eu gostar de você, não posso nem te culpar, gostei sozinho. Quer dizer, gosto.
Poderia eu,
Tocar o céu,
Sem sair do chão?
—
Sonha, pois sonhar ainda é de graça, Marcos Filipe. (via
recitativo)
Amor Sincero? Sim moço, acredito que exista. Mas também acredito que não é fácil encontrar, é preciso esforço, carinho, entrega e dedicação. É preciso primeiro saber relevar algumas coisas antes de se amar alguém, caso contrário a única certeza é a solidão.
A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.